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Tanta coisa aconteceu desde esse post de baixo: quase tive um surto psicótico, me apaixonei uma vez, troquei de orientador no mestrado, me desapaixonei, comecei a pegar firme nos estudos, fiz novas amizades, desfiz outras, quase me apaixonei de novo, larguei a academia, extraí dois pré-molares, pintei o cabelo de castanho, me viciei em True Blood, tive a pior infecção de garganta da minha vida, voltei pra academia, passei a sentir muuuito sono, e a ter menos fome…

Me desapontei muito com algumas pessoas, fiz 25 anos, estou aprendendo a me organizar melhor e quem sabe até a dizer ‘não’.

Senti falta de escrever besteiras e resolvi voltar pro blog… e por aí vou.

Além do possível

Cansaço já não é uma palavra capaz de expressar o que estou sentindo.

Por favor, dicionário, me diz o que está acontecendo agora!

Não é novidade para ninguém que o grande amor da minha vida é a Literatura.  No momento,  estou às voltas com esse livro de Julio Cortázar (na verdade, estou às voltas com toda a produção deste homem); apaixonadíssima. Tanto que resolvi compartilhar.

Eis um pedacinho:

“O jogo da amarelinha se joga com uma pequena pedra que é preciso empurrar com a ponta do sapato. Ingredientes: uma calçada, uma pedrinha, um sapato e um belo desenho feito com giz, preferivelmente colorido. No alto, fica o Céu, embaixo a Terra, é muito difícil chegar com a pedrinha ao Céu, quase sempre se calcula mal e a pedrinha sai do desenho. Pouco a pouco, porém, vai-se adquirindo a habilidade necessária para salvar as diferentes casinhas (caracol, retângulo, fantasia, esta pouco usada) e um dia se aprende a sair da Terra e levar a pedrinha até o Céu, até entrar no Céu (…); o pior é que, justamente nesse momento, quando quase ninguém ainda aprendeu a levar a pedra até o Céu, a infância acaba de repente e se chega aos romances, à angústia do divino foguete, à especulação de outro Céu ao qual também é necessário aprender a chegar. E, por se ter saído da infância (…), esquece-se de que, para alcançar o Céu, é preciso ter, como ingredientes, uma pedrinha e a ponta de um sapato.”

As palavras que eu não digo me torturam constantemente. Meus silêncios são repletos de sons significativos.

Eu nunca te disse, mas meus olhos não sabem mentir.

Dois fatos

Uma colega minha de trabalho está sendo acusada de ser racista, por ter escrito na prova de uma aluna, quando a mesma respondeu que o homem veio do macaco, que só se a menina tivesse vindo.

Uma outra mãe de aluna disse que processará a família de outra aluna da escola, porque as meninas se trombaram no recreio e a filha dela  machucou a testa (a outra garota machucou a boca).

Quem é que se lembra, tendo 500 provas pra corrigir, se o aluno em questão é negro, mulato, amarelo ou cor-de-rosa? Além do mais, qualquer pessoa que já tenha conversado com um professor de história sabe que a resposta de praxe para quando dizem que o homem veio do macaco é a seguinte: “só se você veio, porque eu não”; e eu já ouvi esse comentário n vezes, inclusive de professores de história negros. Seriam racistas? Óbvio que não. 

O segundo fato da semana, acho que nem preciso comentar… a partir de hoje, se alguém esbarrar em mim na rua será processado, que fiquem cientes (e todo mundo sabe o quando sou estabanada, mas pouco importa se a culpa do esbarrão foi minha ou do outro).

Isso tudo aconteceu em uma só semana e ver uma colega de trabalho chorando por se ver injustiçada e uma mãe de aluna querendo bater em outra mãe por causa de um esbarrão no recreio foram demais para minha cabecinha ex-ruiva. Estou até com medo do que pode acontecer nas próximas semanas.

Acabo de ler o seguinte texto numa comunidade do orkut:

Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s.

Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.

O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro.

Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…

‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas.

O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.

‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP ?…

…‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.

Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bund.a e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.

‘ Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.

‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).

‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.

‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.

‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.

..‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.

‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.

‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.

Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!

Até aí, tudo bem, mais um texto pseudo-engraçadinho-irônico desses que circulam na internet. Realmente estava tudo bem até eu olhar quem seria o suposto autor do texto: Arnaldo Jabor. Sim, vocês leram corretamente, estava lá escritinho que era ele o autor dessa papagaiada toda. 

Não estou querendo dizer que Arnaldo Jabor seja o supra-sumo da inteligência e que sempre escreva coisas legais, mas é mais do que óbvio que ele nunca nem pensou em escrever uma coisa dessas na vida. E o que me irrita é a facilidade tão grande de encontrar por esse mundo virtual textos mais ou menos engraçadinhos com autoria creditada às pessoas erradas. Viu um texto na internet que não sabe de quem é? Diga que foi Luiz Fernando Veríssimo, Mario Quintana ou Arnaldo Jabor e tudo fica bem. Tem tanto texto falso desses caras rodando por aí que deve ter pouca gente no mundo que conheça o verdadeiro estilo (ou falta de, no caso de Arnaldo Jabor) deles, já até ouvi gente dizendo que tomou raiva de Mario Quintana por causa dos textos toscos que circulam pela internet e que supostamente teriam sido escritos por ele.

O pessoal poderia ter um mínimo de cuidado antes de repassar textos por aí, já cheguei a receber por e-mail textos humorísticos de pessoas que eu conheço creditados a L. Fernando Veríssimo . Esse aí que coloquei, por exemplo, eu vi algo parecidíssimo há tempos neste blog aqui (e eles provavelmente já tinham tirado a ideia de algum outro lugar).

Tá certo que internet é meio terra sem lei, mas não devemos abusar tanto.

P.S. Nem preciso dizer que soltei os cachorros lá nesse tópico que criaram, né?

Coisas de mulherzinha

Quem é mulherzinha vai entender o que vou falar agora: tem coisa melhor para matar o tempo do que ir para o salão fazer um tratamento di-vi-no nos cabelos enquanto lê as revistas de fofoca que você nunca leria se estivesse em casa?

Foi o que fiz ontem. Me dei de presente a cauterização da Redken, que eu já tinha ouvido falar aos montes, mas nunca tinha testado e, sinceramente, é a segunda melhor coisa que passaram no meu cabelo; o primeiro lugar ainda é do Termo Rithual da Kerastáse, que faz milagres pela minha ‘crina vremeia’.

Já tinha ouvido falar muito bem dos shots da Redken e devo aumentar o coro dos que dizem que deixam os cabelos maravilhosos porque deixam mesmo. Estou até pensando em comprar esses shots para fazer o tratamento em casa, porque, apesar de amar ir ao salão, ainda sou uma adepta do DIY.

Os shots são esses aqui:

Eu usei o da linha Extreme, o da linha Color Extend e o da linha All Soft.

Recomendadíssimo para as V.C.A’s de plantão.

Pausa

Pijama, cabelos despenteados, Chico Buarque eternamente no repeat nos fones de ouvido; enfim, uma típica tarde de ‘façam de conta que eu morri’.

Fuga, fuga, fuga.

É sempre assim: saio para beber com os amigos para esquecer de uma noite em claro anterior, enfio minha cara em livros para compensar alguma chateação, me tranco dentro do quarto para fingir que nada mais existe. Sempre uma atitude para encobrir outra e protelar o momento de tomar alguma decisão ou encarar a realidade; o que nem é novidade alguma, sempre fui a rainha da procrastinação.

A música entorpece a mente e possibilita a maravilha de não pensar em nada e as palavras aliviam a dor da alma. Já passa da hora de ir para academia, mas quem precisa daquilo quando se tem chocolate em casa?

Respiração lenta e profunda, chocolate ao lado, Chico ainda no som… e é claro que nada mais importa.

Teste de sanidade

Eu adoro testes. Desde aqueles extremamente idiotas que vem nas revistas femininas (“o que você sabe sobre depilação a LASER”, “será que ele está mesmo a fim” etc.) que minha mãe compra todo mês (E eu sempre leio, claro, porque adoro os testes e ler o quanto as redatoras gostaram do novo lançamento da Seda ou do Dove – ui, que medo!) até aqueles mais engraçadinhos que a gente encontra na internet.

E hoje eu resolvi começar essa sessão besteirol aqui do blog com um teste antigo, mas que é o meu preferido no quesito ‘os testes mais bizarros que já vi na vida’: o Personality Disorder Test.

Eis meus resultados:

 

 

Disorder Rating
Paranoid Disorder: Moderate
Schizoid Disorder: Low
Schizotypal Disorder: Low
Antisocial Disorder: Low
Borderline Disorder: Low
Histrionic Disorder: Moderate
Narcissistic Disorder: Moderate
Avoidant Disorder: Low
Dependent Disorder: Low
Obsessive-Compulsive Disorder: Low

 

 

Aparentemente eu sou normal. Isso não é estranho?

Excêntrica

Não adianta, por mais que eu tente, parece que eu nunca vou conseguir entrar no compasso do mundo. Quando ele vai pra direita, eu estou na esquerda; quando ele diz sim, insistentemente eu penso que não; quando ele vai, eu já estou voltando.

E é sempre assim, dessa minha maneira desengonçada, que eu tento me relacionar com os outros e, não obstante, me desaponto com atitudes que para outros pareceriam comuns, mas que para mim vai além do admissível.

Eu olho pro mundo e não me vejo lá. É nos livros, nas músicas, na natureza e nos gestos de algumas raras pessoas que me encontro, me entendo, me identifico.

Não é que eu tenha medo dos outros. Acontece que eu simplesmente não sou capaz de entender a maioria deles: o que os motiva a agir como agem, o que buscam para si, o que esperam dos outros. E não é por falta de pensar! Já virei noites em claro tentando entender as leis estranhas que regem a maioria das pessoas no mundo, o porquê de tanto egocentrismo, o motivo de se contentarem em ser tão pouco (não do ponto de vista material, mas sim cultural).

Perguntas que tanta gente já deve ter feito e que talvez ainda não tenham resposta.

Enquanto isso, vou vivendo aqui do meu jeitinho torto tentando deixar minha marca nesse mundo que tanto me intriga.

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